sexta-feira, 26 de setembro de 2014

NOTÍCIAS: Japão testa novo trem que anda a 500 km/h.


                            
Japão testa seu novo trem que voa baixo a 500 km/h
 
     
Trens maglev são prometidos como o futuro do transporte público por chegarem a velocidades altíssimas: o Shanghai Transrapid, na China, se desloca a 431 km/h. O Japão quer ir ainda mais rápido com seu sistema maglev: em uma demonstração pública nesta semana, o trem deles atingiu 500 km/h.
Este foi o primeiro teste público realizado pela Central Japan Railway Company. A empresa convidou algumas pessoas e da imprensa também, para demonstrar em uma via de testes de 42,8 km, a tecnologia L-Zero.
Segundo o Japan Today, o trem primeiro chega a uma velocidade inicial de 160 km/h para então ativar o sistema maglev; dessa forma, ele acelera lentamente até a velocidade máxima de 500 km/h.
Para efeito de comparação, os trens da SuperVia, no Rio, circulam a uma velocidade média de 38 km/h e o metrô paulistano tem velocidade média de 32,4 km/h.
A tecnologia maglev usa uma série de ímãs nos trilhos para levitar e acelerar os vagões do trem. Ela promete reduzir, de 90 para apenas 40 minutos, o tempo de viagem entre Tóquio e Nagoya cuja distância é de 345 km. 
A primeira Linha está prevista para ser inaugurada apenas em 2027, custando o equivalente a US$ 61,4 bilhões, ou seis vezes o que gastamos na Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Ela será então expandida para Osaka até 2045.

Enquanto isso, temos também um projeto nacional de trem com levitação magnética: o Maglev-Cobra, sendo desenvolvido pela Coppe/UFRJ que começa sua fase de testes operacionais em 1º de outubro deste ano, nos 200 m entre dois centros tecnológicos da Cidade Universitária aqui no Rio de Janeiro. O projeto deve estar pronto para a industrialização em 2015, ainda sem previsão de ser implementado.

Comentário: Num futuro bem próximo, as viagens interestaduais entre as principais capitais brasileiras deverão ser realizadas também sobre trilhos equipados com imãs que possibilitarão a redução do tempo gasto hoje em dia nesses percursos. Porém, enquanto o futuro não chega, que tal fazermos investimentos nos modais de transportes de massa como metrô e trens metropolitanos, em sistemas de média capacidade como os VLTs - veículos leves sobre trilhos (Monorail e Aeromóvel) ao invés dessa tentativa equivocada de transformar o BRT (ônibus movido a diesel) em salvação nacional para a mobilidade urbana? 

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