terça-feira, 30 de setembro de 2014

Notícias: Café em São Paulo resolve problemas dos ciclistas que vão trabalhar de bikes.


Café em SP resolve problemas dos ciclistas com ducha, assistência e estacionamento para bikes
                                  
 
Atualmente, em se tratando de grandes centros urbanos, não é incomum o pensamento de abandonar o carro em casa e ir pedalando para o trabalho afim de evitar horas perdidas no trânsito e ainda fazer um exercício.
Inclusive isso se mostra uma crescente tendência. Ciclovias são feitas pelas prefeituras, locais para se alugar bikes são abertos e o uso compartilhado de serviços começa a aparecer. Mas existiam ainda alguns empecilhos para as pessoas aderirem a essa ideia, relacionados com o fato de chegar suado no trabalho ou não ter um local para guardar a bike.
Seguindo essa crescente tendência, o Aro 27 Bike Café traz exatamente o que faltava para fechar o ciclo. Eles disponibilizam local para deixar sua bike e um banheiro para tomar uma bela ducha antes de chegar no trabalho, com direito a secador de cabelos e chapinha. Além desses serviços, os responsáveis ainda oferecem café da manhã e almoço, serviços de sua oficina especializada e uma loja para poder comprar bicicletas ou acessórios para elas.
 
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fotos: Divulgação

O serviço “Park n’ Shower” (em português, “Estacione e tome banho”), custa R$ 17 no avulso, sendo que o primeiro uso é um test drive. Após isso, você pode escolher se vai continuar no avulso ou fazer uma assinatura que inclui outros serviços, como regulagens de freio e limpezas de transmissão, até revisões completas por diferentes valores.
 
Agora acabaram suas desculpas para não usar a bicicleta em SP.
 
Vai lá:  Aro 27 Bike Café
Rua Eugênio de Medeiros, 445, próximo ao Largo da Batata e do lado do metrô Pinheiros. 
 
Comentários: O que é bom deve ser imitado e se for o caso aperfeiçoado. O Rio de Janeiro bem que poderia fazer o mesmo. Quantas pessoas que trabalham no Centro da cidade poderiam deixar seus carros em casa, economizar no taxi, evitar os incômodos dos "apertos" no ônibus e metrô, além de manter a forma? Atualmente existe a ciclovia no Aterro do Flamengo, mas é evidente que muitos ajustes precisariam ser feitos para que um dia possamos chamar as ciclovias existentes na cidade por esse nome. De qualquer maneira, fica o exemplo paulista que a meu ver deveria ser seguido por empresários cariocas.

domingo, 28 de setembro de 2014

BRTs: travessia perigosa



BRTs TransOeste e TransCarioca têm pelo menos dez pontos de travessia perigosa.

Cruzamento da Avenida Nelson Cardoso com a Marechal Bevilaqua, na Taquara, é um dos trechos críticos do Transcarioca
Cruzamento da Avenida Nelson Cardoso com a Marechal Bevilaqua, na Taquara, é um dos trechos críticos do Transcarioca Foto: Roberto Moreyra / Extra
Geraldo Ribeiro - Jornal EXTRA
 
Nos 56 quilômetros do BRT Transoeste, do Terminal Alvorada na Barra, à Santa Cruz na Zona Oeste, e nos 39 km do Transcarioca (Alvorada-Galeão) há pelo menos dez pontos críticos, que merecem atenção redobrada de pedestres e motoristas. O levantamento do EXTRA se baseia no volume e na gravidade dos 58 acidentes registrados nestes corredores até hoje.
No Transoeste, a maioria se concentra na Avenida das Américas. Somente na altura do Bosque da Barra foram cinco, com duas mortes. No Transcarioca o cruzamento mais perigoso é da Avenida Nelson Cardoso com Rua Marechal Beviláqua, na Taquara, onde ocorreram quatro acidentes e duas mortes, em cerca de quatro meses de funcionamento daquele corredor.
Cristiane Ferreira diz que travessia perto do Bosque da Barra exige atenção
Cristiane Ferreira diz que travessia perto do Bosque da Barra exige atenção Foto: Roberto Moreyra / Extra

— Já vi pessoas sendo atropeladas aqui nesse trecho. É preciso cuidado na travessia das pistas da Avenida das Américas. As pessoas devem ter consciência do risco. Eu, por exemplo, tomo muito cuidado. Os ônibus são silenciosos e a gente quase não se dá conta da aproximação deles, principalmente se estiver distraído ao celular ou com o fone de ouvido — contou a operadora de telemarketing, Cristiane Peixoto, de 32 anos, moradora em Anchieta, que trabalha na Barra.
Imprudência contribui para os acidentes
Imprudência contribui para os acidentes Foto: Roberto Moreyra / Extra

Os operadores do sistema apontam a imprudência de motoristas e pedestres como responsável pelos acidentes. Para o engenheiro de tráfego Celso Franco, isso não impede a adoção de medidas como bloqueio total da pista, com abertura nas travessias.

— O ideal seria segregar com colocação de uma espécie de cerca de metal, vazada embaixo, e com altura de um metro, não permitindo o ônibus de sair nem o carro de invadir a pista — sugere.
O Consórcio BRT considera mais perigosos os trechos com adensamento maior de população, como Jacarepaguá, Taquara, Madureira e Penha, onde a velocidade máxima permitida dos ônibus é menor.
Na Taquara e na Penha Circular pedestres se queixam do curto tempo para travessia nos sinais. A CET-Rio garantiu que na Avenida Nelson Cardoso, o tempo é de 13 segundos, e na Avenida Vicente de Carvalho, de 16 segundos, a cada etapa. A Guarda Municipal garante que os corredores recebem fiscalização constante com 270 agentes em pontos estratégicos.
Segundo a CET-Rio, os tempos das travessias de pedestres são monitorados e é feito ajuste quando necessário, sendo que parte destas travessias deve ser feita em duas etapas.
Sinal sonoro - Como os ônibus do BRT são silenciosos, Celso Franco sugere a adoção de sistema de sinal sonoro que avise da sua aproximação.

Fica a dica
Atenção: Respeitar a sinalização é a regra número um para motoristas e pedestres.
Faixa é para usar: O correto é o pedestre atravessar somente na faixa.

Comentário: Pode parecer implicância, mas é inaceitável que um sistema de transportes seja implantado e venha a provocar tantos acidentes e, com mortes! O mínimo que se pode esperar em termos de segurança é que os ônibus utilizem uma via independente onde não exista possibilidade alguma de qualquer tipo de conflito com outros veículos e, muito menos que ofereçam qualquer perigo aos pedestres.   

sábado, 27 de setembro de 2014

MagLev - Cobra em Copacabana


Como foi dito no comentário de ontem, dia 26 de setembro, o MagLev - Cobra da Coppe deve ser o futuro sobre trilhos para longas distâncias no país. Aos que ainda não conhecem o funcionamento desse veículo de levitação magnética, a oportunidade é dar um pulo na praia de Copacabana, hoje e amanhã. 




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

NOTÍCIAS: Japão testa novo trem que anda a 500 km/h.


                            
Japão testa seu novo trem que voa baixo a 500 km/h
 
     
Trens maglev são prometidos como o futuro do transporte público por chegarem a velocidades altíssimas: o Shanghai Transrapid, na China, se desloca a 431 km/h. O Japão quer ir ainda mais rápido com seu sistema maglev: em uma demonstração pública nesta semana, o trem deles atingiu 500 km/h.
Este foi o primeiro teste público realizado pela Central Japan Railway Company. A empresa convidou algumas pessoas e da imprensa também, para demonstrar em uma via de testes de 42,8 km, a tecnologia L-Zero.
Segundo o Japan Today, o trem primeiro chega a uma velocidade inicial de 160 km/h para então ativar o sistema maglev; dessa forma, ele acelera lentamente até a velocidade máxima de 500 km/h.
Para efeito de comparação, os trens da SuperVia, no Rio, circulam a uma velocidade média de 38 km/h e o metrô paulistano tem velocidade média de 32,4 km/h.
A tecnologia maglev usa uma série de ímãs nos trilhos para levitar e acelerar os vagões do trem. Ela promete reduzir, de 90 para apenas 40 minutos, o tempo de viagem entre Tóquio e Nagoya cuja distância é de 345 km. 
A primeira Linha está prevista para ser inaugurada apenas em 2027, custando o equivalente a US$ 61,4 bilhões, ou seis vezes o que gastamos na Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Ela será então expandida para Osaka até 2045.

Enquanto isso, temos também um projeto nacional de trem com levitação magnética: o Maglev-Cobra, sendo desenvolvido pela Coppe/UFRJ que começa sua fase de testes operacionais em 1º de outubro deste ano, nos 200 m entre dois centros tecnológicos da Cidade Universitária aqui no Rio de Janeiro. O projeto deve estar pronto para a industrialização em 2015, ainda sem previsão de ser implementado.

Comentário: Num futuro bem próximo, as viagens interestaduais entre as principais capitais brasileiras deverão ser realizadas também sobre trilhos equipados com imãs que possibilitarão a redução do tempo gasto hoje em dia nesses percursos. Porém, enquanto o futuro não chega, que tal fazermos investimentos nos modais de transportes de massa como metrô e trens metropolitanos, em sistemas de média capacidade como os VLTs - veículos leves sobre trilhos (Monorail e Aeromóvel) ao invés dessa tentativa equivocada de transformar o BRT (ônibus movido a diesel) em salvação nacional para a mobilidade urbana? 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Investimentos em Mobilidade




Investimento em mobilidade tem que dobrar, diz BNDES
 
 
O Globo
      
A solução para o problema de mobilidade nas principais metrópoles do país passa pela necessidade de investimentos públicos de R$ 229 bilhões, segundo estudo que está sendo feito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para tirar do papel corredores de ônibus e linhas de trem e metrô, o Brasil teria que gastar 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo de 12 anos — quase o dobro da média.
Desde 1989, o país destina cerca de 0,2% do PIB para projetos de mobilidade, de acordo com dados do Ministério dos Transportes. Atualmente, cerca de 7 milhões de brasileiros perdem mais de uma hora nos deslocamentos diários entre casa e trabalho. Investimento, no entanto, não é suficiente para resolver esse problema, apontam especialistas. Segundo eles, é preciso que os projetos tenham qualidade e levem em conta o que a sociedade espera do transporte.
— Aplicar 0,4% do PIB não vai necessariamente acabar com o tráfego. Estudos internacionais mostram que bons projetos conseguem tirar 6% dos carros da rua. As medidas devem ser bem pensadas — afirma o urbanista e consultor de tráfego Flaminio Fichmann.
Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que 73% dos brasileiros estão “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos” com o transporte. Para o pesquisador Amaro Silveira Grassi, é preciso ouvir o que essas pessoas querem:
— Não adianta ter alto volume de recurso se ele for investido de maneira que não atenda as expectativas e demandas da sociedade.


Comentário: A questão dos transportes no país, especialmente nas principais capitais brasileiras, passa pela escolha equivocada dos modais a serem utilizados. Os estudos de origem e destino, assim como os Planos Diretores de Transporte Urbano - PDTUs precisam ser levados em conta. De que adianta ter recursos se a opinião dos especialistas em transportes não é levada em consideração? A prefeitura do Rio por exemplo, insiste em implantar BRTs (ônibus movidos a diesel) em regiões onde historicamente deveriam estar o metrô, o que é um absurdo!
  

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Metrô Linha 4, o que vem por aí.


RIO — Enquanto as obras da Linha 4 do metrô avançam para ser entregues antes dos Jogos Olímpicos, os projetos de construção das estações de São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também já foram definidos, na semana passada, pelo consórcio construtor Rio Barra (CCRB), privilegiando, segundo a empresa, conceitos sustentáveis. Em São Conrado, por exemplo, os acessos de passageiros, na Estrada da Gávea, em frente a um supermercado e próximo à favela da Rocinha, vão ganhar claraboias, de 16 metros de diâmetro cada, sobre as áreas das bilheterias e catracas. Pelo teto envidraçado, a luz solar poderá iluminar o espaço a 16 metros de altura.
A futura estação no Jardim Oceânico também terá o conceito “verde”, com a área externa integrada ao novo desenho paisagístico da região. De acordo com o projeto, haverá um canteiro central na Avenida Armando Lombardi, que cobrirá toda a extensão da estação do Jardim Oceânico. No trecho em frente a uma clínica, haverá uma elevação, no formato de onda, com cinco metros de altura, 68 de comprimento e 12 de largura, com janelas de vidro e fendas nas laterais, que permitirão a passagem do ar para dentro da estação. O teto verde terá grama e plantas.
— A ideia inicial para a estação do Jardim Oceânico, que ficará no meio da Avenida Armando Lombardi, era se construir uma pirâmide, como no Museu do Louvre, em Paris. Mas acabamos optando por uma estrutura mais simples. O importante é que, assim como a pirâmide do museu francês, toda a estrutura lateral será em vidro, privilegiando a luz natural. No nosso caso, a estação também terá abertura de ar. Em São Conrado, foi possível instalar claraboias para aproveitar a luz do dia — explica o arquiteto Heitor Lopes de Sousa Jr., diretor de Engenharia da Rio Trilhos, autor da ideia.

MENOS LÂMPADAS ACESAS

Para o arquiteto, a construção permitirá economia de energia elétrica, já que menos luzes vão ficar acesas durante o dia. Além disso, a ventilação no interior das estações não precisará ser tão potente.
— Ainda não há cálculo que mostre a redução, mas a economia será significativa. Em dias de muito sol, não será necessário ter sequer luzes acesas, tanto em São Conrado, como na Barra. No Jardim Oceânico, onde haverá entradas de ar, os ventiladores poderão ser menores que nas outras estações. A sensação de confinamento será bastante amenizada. O teto elevado permite que a luz natural penetre no interior e estabeleça uma integração com o ambiente externo — acrescenta ele.
Segundo o consórcio, desde o início das obras, cerca de 196 milhões de litros de água foram tratados e reaproveitados (o que daria para abastecer mais de 18 mil casas por um mês). Além da água, todo o resíduo de óleo usado das obras tem destinação ambientalmente adequada. Entre maio de 2010 e julho de 2014, a Linha 4 destinou à reutilização mais de 45,3 mil litros de óleos lubrificante e vegetal.
O especialista em soluções sustentáveis, Chicko Souza, diz que cada vez mais as novas construções privilegiam conceitos de sustentabilidade porque, a longo prazo, o retorno financeiro é maior:
— A percepção de adaptar projetos para atender padrões de sustentabilidade está prevalecendo. A obra é mais cara do que uma tradicional, mas há retorno, pois é possível reutilizar materiais durante a construção, e o custo de manutenção fica menor.

IMÓVEIS EM ALTA PERTO DAS GARES

Os moradores de Ipanema e Leblon ainda estão suportando transtornos com as obras, mas já é possível perceber os benefícios que o metrô trará à região, por meio da valorização dos imóveis situados perto de onde ficarão as estações. Pesquisa inédita do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro (Secovi) mostra que ruas próximas às estações tiveram valorização do metro quadrado bem superior à média dos próprios bairros e do mercado em geral.
Enquanto o metro quadrado no Leblon e em Ipanema subiu em média 6%, perto das futuras estações a valorização foi forte: na comparação entre agosto passado e o mesmo mês em 2014, os imóveis nas ruas próximas à Praça Antero de Quental valorizaram 16,6% (de R$ 19.517 para R$ 22.747, o metro quadrado). No Jardim de Alah, o metro quadrado saltou de R$ 18.393 para R$ 20.822 (13,2%). Na Praça Nossa Senhora da Paz, a valorização foi de 12% (de R$ 24.430 para R$ 27.371).

Comentário: O problema desse e de outros artigos de publicidade paga sobre a Linha 4 do metrô publicados de vez em quando no jornal O Globo é que quase sempre tendem a direcionar os leitores numa direção equivocada, mostrando o que na prática não interessa tanto ou muito pouco. Vejamos: historicamente as construções realizadas pela concessionária Metrô Rio / Rio Trilhos, como a passarela de acesso à estação Cidade Nova em frente ao edifício da Prefeitura do Rio conhecido como "Piranhão"; a via de ligação entre as estações São Cristóvão e a própria estação Cidade Nova e a cobertura do acesso da estação General Osório em Ipanema foram considerados verdadeiras aberrações arquitetônicas pelos arquitetos, pelo tamanho desproporcional além de afetarem a paisagem preservada da cidade. A cobertura do acesso de Ipanema inspirado "nos crustáceos" de autoria do citado arquiteto Heitor Lopes teve que ser substituído devido as inúmeras manifestações dos moradores do bairro. Portanto, temo pelo que possa vir por aí. Essa inspiração na pirâmide do Louvre de Paris de gosto totalmente duvidoso que se transformou numa onda tupiniquim de cinco metros de altura, com 68 metros de comprimento e 12 de largura, certamente não vai conseguir aplacar a ira dos barra tijucanos quando estes forem utilizar um sistema capenga, congelado em suas extremidades, lento, com intervalos incompatíveis com o que se pode chamar de operação metroviária o que vai deixa-lo sempre lotado, além de possuir a tarifa mais cara do país.
       
Finalizando: não vou comentar sobre a questão da valorização dos imóveis próximos as "gares" mencionados acima, pois os preços do Leblon e Ipanema já são os maiores do mundo; não existe "nenhum compromisso olímpico" com o COI para que o metrô chegue a Barra da Tijuca e, há mais de 4 meses o tatuzão encontra-se parado a 22 metros de profundidade na Rua Barão da Torre em Ipanema, após um acidente que provocou o afundamento na calçada em frente ao número 137.

domingo, 21 de setembro de 2014

Acidente com BRT na Barra da Tijuca


Mais um acidente com BRT

Ontem a noite, por volta de 20 horas, um ônibus da linha 863 (Barrashopping - Rio das Pedras) que seguia pela Avenida Ayrton Senna, com destino ao Terminal Alvorada, quando passava pelo viaduto, caiu no mergulhão Billy Blanco, uma passagem localizada na Barra da Tijuca, atingindo a frente de outro ônibus, da linha da linha 888A (Alvorada - Joatinga), vejam as fotos. Segundo a Guarda Municipal, testemunhas relataram que o ônibus que caiu do viaduto teria levado uma "fechada" antes de o motorista perder o controle.

Recentemente o presidente da Associação de parentes, amigos e vítimas de trânsito, Trânsito Amigo, o engenheiro Fernando Diniz, declarou que "os problemas do BRT já começaram na hora do projeto, devido à falta de planejamento". Além disso, o engenheiro destaca que as principais obras não têm planejamento. E planejamento eficiente não é só controlar custo e prazo. É preciso prever as consequências de uma obra: não só as boas, mas também as ruins.
A única segregação com as outras vias e pedestres é um meio-fio. Já que é uma via expressa de velocidade, deveriam fazer uma barreira, um muro de concreto de 1,5m, por exemplo, ou criar passarelas para pedestres, viadutos. Se o município está se propondo a oferecer "um transporte de massa" (sic), não pode jogar o povo na arena. É preciso criar dispositivos que impeçam o cruzamento da faixa do BRT, tanto por veículos quanto por pedestres.
A Secretaria municipal de Obras informa que atualmente estuda soluções para evitar atropelamentos no BRT Transoeste. Contudo, a prefeitura esclarece que o corredor de BRT Transoeste (Barra x Campo Grande x Santa Cruz) possui características de fluxo e adensamento diferentes da região na qual foi implantada a Transcarioca (Barra x Aeroporto Internacional Tom Jobim). A secretaria ressaltou que, desde a implantação do sistema, em 2012, a prefeitura faz campanhas para que os pedestres utilizem o BRT com segurança.

Comentário: Muitos acidentes com mortes já ocorreram desde a implantação dos BRTs. Felizmente no de ontem (vejam as fotos abaixo) não houve nenhuma vítima fatal. Como já foi dito em outras postagens esse modal de transporte não atende as necessidades por não ser um transporte de massa, porém esse detalhe fundamental não foi levado em consideração pela prefeitura do Rio que contrariando aos especialistas insiste no erro sem se abalar e o atual governador, candidato a reeleição também não se manifesta como se não tivesse nada a ver com isso!

 
 

Ônibus cai em viaduto próximo a Cidade das Artes, na Barra, neste sábado (20) (Foto: Fabio Rossi / Agencia O Globo)Ônibus cai em viaduto próximo a Cidade das Artes, na Barra, neste sábado (20) (Foto: Fabio Rossi / Agencia O Globo)
Acidente com ônibus deixou ao menos 30 feridos no mergulhão Billy Blanco, no Rio (Foto: Marcelo Elizardo/G1)Acidente com ônibus deixou ao menos 30 feridos no mergulhão Billy Blanco, no Rio (Foto: Marcelo Elizardo/G1)


acidente com dois ônibus no Rio (Foto: Tiago Sperotto/Futura Press/Estadão Conteúdo)Acidente com dois ônibus deixou 30 feridos no Rio (Foto: Tiago Sperotto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FILA NO SOL PARA COMPRAR PASSAGEM NO BRT

 
Fila enorme na estação Madureira do BRT esperando o bilhete no sol pois não tem nenhuma cobertura! Situação absurda!
 
 
 
 


Comentário: Essa foto do Atílio Flegner (Movimento Metrô Linha 4 que o Rio precisa, Fórum de Mobilidade e etc) mostra como são tratadas as pessoas que utilizam "essa novidade carioca" chamada BRT (ônibus) que a prefeitura decidiu implantar onde deveriam trafegar transportes de massa como o Metrô.
Curiosidade: a cidade de Curitiba já está investindo na implantação de Linhas metroviárias pois com 1,9 milhão de habitantes foi constatado que o BRT não absorvia mais a demanda de passageiros. Enquanto isso aqui no Rio de Janeiro com uma população com cerca de 6,5 milhão o BRT vem sendo implantado pelo Eduardo Paes como a salvação da lavoura! No mínimo estranho.  

sábado, 13 de setembro de 2014

Transporte Público é prioridade?


Transporte público é prioridade?

"O transporte público hoje é prioridade, dizem prefeitos das grandes cidades. Mas relatório da ANTP mostra que o poder público gasta muito mais com o transporte privado".

 
"77% dos gastos do poder público são destinados ao transporte individual".
 
 
     
Trânsito em São Paulo, na avenida 23 de maio
Oswaldo Corneti
  Embora seja responsável por apenas 30% das viagens feitas nas maiores cidades do país, o transporte individual (carros e motos) recebe três vezes mais recursos públicos do que o transporte coletivo.
Os dados estão entre os números apresentados no relatório "Sistema de Informações da Mobilidade Urbana", da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
A ANTP analisou 5 aspectos relativos à mobilidade, sempre comparando o transporte coletivo com o individual. 
Os dados incluem os municípios brasileiros com mais de 60 mil habitantes. No total, foram incluídas 438 cidades, responsáveis por 61% da população nacional. 
Veja a seguir os 5 números do relatório que mostram que, apesar do discurso de priorização do transporte público, a realidade atual ainda é outra:

1. 57,2% das distâncias percorridas pelas pessoas é feita em transporte público
Em 2012, ano de referência da pesquisa, os brasileiros percorreram 432 bilhões de quilômetros, usando várias formas de deslocamento (carro, moto, ônibus, trilhos, bicicleta e até a pé).
Enquanto o transporte público é responsável por 57,2% das distâncias percorridas, os automóveis só são usados para 31% das distâncias.
 
2. O transporte coletivo representa 29% das viagens, mas consome 49% do tempo gasto pelas pessoas

Segundo a pesquisa, os moradores das cidades analisadas gastam 22,4 bilhões de horas por ano em seus deslocamentos.
Quase metade (49%) deste tempo é gasto em transporte público - embora só 29% das viagens sejam feitas por meios de transporte público.

3. 72% de toda a energia consumida em transportes em um ano foi gasta por automóveis

São consumidos cerca de 13,5 milhões de Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP) por ano nos deslocamentos. Deste total, 72% é gasto no uso do automóvel e 24% no transporte público.
 
4.Transporte individual é responsável por 77% dos gastos públicos com mobilidade

Em 2012, os custos individuais em mobilidade foram estimados em R$ 184,3 bilhões, dos quais o transporte individual é responsável por 79%.
Os custos arcados pelo poder público foram estimados em R$ 10,3 bilhões por ano, sendo que 77% é destinado ao transporte individual. 
Por custo individual entende-se os arcados pelos usuários ou por empregadores quando há uso de vale transporte. Por custos arcados pelo poder público, entende-se o gasto com manutenção do sistema viário.

5. Transporte individual provoca custo de acidente de trânsito 6 vezes maior que o coletivo
O custo total com acidentes de trânsito é de R$ 15,2 bilhões por ano. O transporte coletivo responde por um gasto de R$ 2,2 bilhões, enquanto o transporte individual consome R$ 13 bilhões, mais de 6 vezes mais.

Comentário: Aproveitando que estamos em ano eleitoral, não poderíamos aproveitar a oportunidade e cobrarmos mudanças já na questão da distribuição dos recursos para investimentos nos transportes públicos? 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BNDES aprova crédito para São Paulo



BNDES aprova crédito de R$ 982 milhões para CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
 
      
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 982 milhões para a aquisição de 35 trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), incluindo a compra de materiais e serviços necessários à fabricação dos veículos. Os investimentos totais, no valor de R$ 1,1 bilhão, são destinados à melhoria da infraestrutura da operadora, atendendo à crescente demanda de transporte da região metropolitana.
A CPTM está adquirindo 65 novos trens em dois lotes, de 30 e de 35. O financiamento do BNDES contempla apenas o segundo lote, que teve como vencedora da licitação a CAF Brasil Indústria e Comércio – CAF Brasil. Os trens serão fabricados na unidade de Hortolândia (SP), e vão operar em vias com bitola larga e terão capacidade para transportar 2,6 milhões de passageiros.
O financiamento do BNDES será concedido por meio da linha de Mobilidade Urbana, do Banco, que investe em projetos de voltados a mobilidade urbana. Que segundo o BNDES,  abrangendo todos os investimentos necessários à qualificação do espaço urbano no entorno do empreendimento.

Comentário: Como se pode ver não faltam recursos para que se melhorem as condições dos transportes sobre trilhos. Os trens serão fabricados em Hortolândia em SP, ao invés dos trens chineses preferidos pela SUPERVIA carioca, que aliás também deveria pensar em investir profundamente na modernização da sinalização, no equipamento fixo nas vias e, nas estações. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DIferença fundamental entre o Metrô do Rio de Janeiro X Metrô de São Paulo


Metrô São Paulo implantará até do fim ano sistema que reduz superlotação
 
11/09/2014 - Folha de S. Paulo
 
      
O Metrô diz que até o fim deste ano será implantado um sistema de controle de trens mais moderno que permite melhorar a superlotação na Linha 2 (verde).
O sistema foi comprado em 2008 e a previsão era que estivesse em operação em 2010.
A melhora ocorre porque o sistema, chamado CBTC, possibilita redução de 20% no intervalo entre os trens. Segundo Luiz Antônio Carvalho Pacheco, presidente do Metrô, esse intervalo passará de 120 para cerca de 100 segundos.
Com o intervalo menor é possível aumentar a quantidade de trens em circulação e oferecer mais lugares para passageiros. Se hoje a capacidade de transporte é de 48 mil pessoas por hora/sentido, passaria para 57,6 mil.
Segundo Pacheco, nas Linhas 1 (azul) e 3 (vermelha), as mais superlotadas da rede, o sistema começará a ser implantado em 2015 e deverá estar em operação até 2016.
O sistema foi comprado da Alstom, empresa investigada por formar cartel e fraudar licitações, por R$ 706 milhões (valor não corrigido).
Mas desde os primeiros testes surgiram falhas, como composições que desapareciam da tela de controle.
Os testes são feitos em trechos da Linha 2 desde 2011. No ano passado, o sistema passou a funcionar nos 14,7 km do ramal aos domingos.
A Alstom foi multada pelo atraso e teve os pagamentos suspensos. A disputa foi parar em um comitê de arbitragem, em que a multinacional reclama que não vendeu o que o Metrô cobra e que novas exigências foram feitas.
De acordo com Pacheco, que está no Metrô desde junho de 2013 e não participou da contratação, a empresa francesa teve dificuldade para adaptar seu sistema, "um produto de prateleira", à realidade da rede paulistana.
"Na minha avaliação a Alstom nos vendeu um produto que não tinha para desenvolver. Tinha o produto, mas não tinha para o Metrô, uma empresa ímpar do ponto de vista de operação. É uma rede pequena e com altíssima densidade, o que exige uma forma de operar diferente", diz.
Segundo o presidente, a principal diferença aqui é que o sistema em que os trens circulam como em um carrossel recebe trens extras nos horários de maior demanda.
"Parece óbvio, mas quando você fala para colocar isso no sistema, eles entram em pânico. Quando eu coloco um trem, o carrossel tem que ser todo recalculado, redefinido."
A Alstom também reclamava do tempo curto para instalar equipamentos, já que o metrô pára por poucas horas, na madrugada. Um executivo chegou a comparar o trabalho a "trocar a turbina do avião em pleno voo".
Pacheco diz, porém, que agora crê que as dificuldades técnicas foram superadas.
"Acho que conseguimos acertar com eles o cronograma e estamos acompanhando o que é factível. Lógico que muito atrasado em relação a tudo, mas hoje, pelo andar da carruagem, a gente coloca a Linha 2 em CBTC até o final do ano", afirma.
Segundo a Alstom, seu CBTC já foi implementado em locais como Toronto, Milão, Amsterdã, Paris e Cingapura. O sistema também é usado na Linha 4 (amarela), que opera sem condutores, mas o fornecedor é a Siemens.
O governo também pretende adotar o sistema em Linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e nas novas Linhas do metrô.
Pacheco diz ainda que até o fim do mês espera assinar os contratos para as obras de expansão da Linha 2. O prolongamento terá 13 estações e 15,5 km (14,4 km da Vila Prudente até Guarulhos e mais 1,1 km à oeste da estação Vila Madalena).


Comentário: Enquanto o metrô paulista age para reduzir os intervalos entre trens dos atuais 120 para 100 segundos, adotando um sistema de segurança conhecido como CBTC que permite aumentar o número de composições e, portanto ampliando a demanda dos atuais 48 mil para 57,6 passageiros por hora/sentido com o objetivo de atender as necessidades da população, aqui no metrô carioca, cuja tarifa é a mais cara do país, a concessionária Metrô Rio há exatos 7 (sete) anos durante o governo Cabral / Pezão fez e continua fazendo de tudo para impedir que os cariocas tenham o direito de ir e vir em paz. Ações totalmente equivocadas como por exemplo a implantação da Linha 1A que uniu as Linhas 1 e 2 "congelaram" os intervalos em no mínimo 4 (quatro) minutos ou 240 segundos, o que convenhamos não pode ser considerado intervalo de metrô! Não satisfeitos com essa aberração, eliminaram uma área estratégica chamada de rabicho da Tijuca, um importante local de estacionamento para 12 (doze) trens de seis carros que deveriam  entrar e sair da operação comercial conforme o horário (pico ou vale), o que reduziria o intervalo entre os trens podendo na Linha 1 chegar a 90 segundos! Vejam só 90 segundos! O metrô de São Paulo está investindo R$ 706 milhões para chegar aos 100 segundos! E por último, para não citar outros equívocos (eles são muitos), o metrô do Rio ao invés de concluir a Linha 2 pelo menos até a estação Carioca, onde há mais de 35 (trinta e cinco) anos existe um outro andar abaixo pronto, apenas esperando essa extensão que ajudaria muito a Linha 2, mesmo assim resolveu contra todos os técnicos especializados, associações de moradores e inúmeros parlamentares, que o correto seria levar o metrô até a Barra da Tijuca. Como não poderia deixar de ser, ignoraram o traçado original da Linha 4 licitado em 1998 e, partiram para construção da Linha 4 "genérica" a partir da estação General Osório em Ipanema para beneficiar a concessionária Metrô Rio. Atualmente, o shield, mais conhecido como tatuzão, que deveria trabalhar lá em baixo sem incomodar que estivesse em cima, encontra-se parado a 22 metros de profundidade na Rua Barão da Torre, 147 desde o dia 11 de maio ocasião em que as calçadas começaram a ceder!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

AEROMOVEL



       Aeromóvel é destaque em feira de engenharia no Japão


 
10/09/2014
      
A experiência de sucesso em Jacarta, na Indonésia, e o início das operações em Porto Alegre - ligando a Estação Aeroporto da TRENSURB ao Aeroporto Salgado Filho -, fazem com que o Aeromóvel seja o destaque na Conferência da Sociedade de Engenharia Japonesa. O encontro ocorreu ontem, 09/09, em Tóquio, no Japão, onde estavam presentes especialistas na área de diversos países.
De acordo com o coordenador de engenharia do Aeromóvel, Diego Abs, responsável pela apresentação, houve um relato sobre a trajetória da concepção do projeto até a sua concretização, além de detalhes técnicos referentes ao seu funcionamento. Também foram divulgados os dados do primeiro ano de operação da linha em Porto Alegre. Neste período foram transportados mais de 635 mil passageiros. Outro aspecto abordado é o benefício ao meio ambiente. O custo de energia para manter o funcionamento é extremamente baixo na comparação com outros tipos de transportes similares, afirma Abs.
Para o diretor-presidente da TRENSURB, Humberto Kasper, "esse interesse pela aplicação da tecnologia aeromóvel não é gratuito, pois com os resultados obtidos até o momento, temos a certeza que estamos no caminho certo". Kasper disse ainda que, "por ser totalmente desenvolvido no Brasil e usar tecnologia 100% nacional, o aeromóvel tem movimentado a indústria e o mercado profissional do país. Durante os quase três anos de projeto, 59 empresas e 1.058 pessoas empenharam-se para que a construção da linha se concretizasse".

Comentário: O Aeromóvel é um VLT - veículo leve sobre trilhos, movido a ar impulsionado por ventiladores colocados ao longo das vias. Ambientalmente correto, silencioso, rápido e com um custo baixo de implantação, esse modal de transportes poderia ser a solução para muitas cidades do Brasil. Trata-se de um sistema de média capacidade (cerca de 26 mil passageiros por hora) que pode ser um alimentador perfeito para os transportes de massa como o Metrô e os trens metropolitanos que possuem uma capacidade aproximada de 60 / 80 mil passageiros por hora respectivamente. Outra vantagem do Aeromóvel é o fato dele operar em vias elevadas que não interferem no trânsito existente nas ruas, não divide os bairros, além de não promover desapropriações que encarecem bastante o valor final dos projetos. Apenas como exemplo, as desapropriações para a implantação dos BRTs (os ônibus a diesel adotados no município do Rio de Janeiro) já elevaram o valor da obra em mais de 1 bilhão de reais.
O Aeromóvel é uma invenção do gaúcho Oscar Coester.
A imagem acima é do Aeromóvel (Arquiteto Ado Azevedo) que seria implantado em todo o Rio de Janeiro, porém a escolha da prefeitura foi pelos BRTs.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Trânsito do Rio em 2015 vai piorar!!!!!


                               
Obras do VLT podem complicar ainda mais o trânsito do Rio em 2015
 
 
06/09/2014 - Jornal do Brasil
      
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos do Rio de Janeiro (VLT) já foram iniciadas durante esse semestre, mas a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) ainda não tem planejamento de trânsito durante as obras que fecharão parte das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, as duas principais vias de passagem pelo centro da cidade.
Ao todos serão seis Linhas, que cruzarão o Centro da cidade de uma ponta a outra. Segundo a assessoria da Cdurp, a primeira Linha já está em construção com um investimento de R$ 1.164 bilhão, sendo R$ 632 milhões vindos da prefeitura do Rio e R$ 535 milhões financiados por recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade A primeira das Linhas que vai da rodoviária Novo Rio, passando pelo porto, até o aeroporto Santos Dumont, tem previsão de estar concluída até o final de 2015.
Ainda segundo a assessoria, é preciso fazer algumas obras de infra estrutura para a instalação do VLT. Essas obras já estão acontecendo no túnel ferroviário, próximo à Central do Brasil onde está passando o cabeamento e a tubulação de esgoto, uma série de instalações que ainda não existiam no local.
Apesar das obras já iniciadas, a Cdurp ainda não apresentou um planejamento para o trânsito durante essas obras. Segundo a assessoria, a prefeitura pretende fazer uma coletiva para informar o que será feito durante esse período. A Secretária Municipal de Transportes, em nota para o JB, disse que ainda “faz estudos sobre a mobilidade na região para avaliar quais modificações serão necessárias.”
Para Alexandre Rojas, professor de Engenharia de Transportes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o VLT é um bom meio de transporte, mas ainda deixa dúvidas quanto a ser uma solução para desafogar o trânsito no centro da cidade. “O VLT tem uma boa capacidade para transporte, mas a minha dúvida é se ele vai atender adequadamente a quantidade de pessoas que sai da central para o Centro”, explica o Rojas.
Além disso, o professor destaca que a implantação do VLT irá fechar diversas ruas do Centro que já estão com o trânsito prejudicado pelas obras de revitalização do porto do Rio. “Vai ser um problema para a população. Segundo a própria prefeitura, 2015 vai ser um ano crítico para os transportes no Centro do Rio. O carioca vai sofrer durante o ano que vem”, lamenta. Uma das incógnitas da implantação do projeto é como ficará a ida de quem vem da zona norte para a zona sul. A maioria dos ônibus que vão dessa região da cidade, faz seu caminho pela Avenida Rio Branco. “Quem vem da zona norte da cidade já foi prejudicado pelo fechamento do mergulhão da Praça 15 e pela derrubada da Perimetral. Com essas novas intervenções, a prefeitura vai ter que trabalhar para fazer o trânsito funcionar na cidade”, explica Rojas.
Para Eva Vider, engenheira de transportes da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o VLT tem chances de revitalizar o Centro da cidade e que é normal que as obras desse porte acabem atrapalhando, ainda que temporariamente.Segundo ela, é normal que as obras acabem reduzindo a capacidade da via, mas ressalta que esse tipo de problema poderia ser evitado se houvesse planejamento por parte da prefeitura.
Já para Orlando dos Santos Jr.,  pesquisador do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ e do Observatório das Metrópoles, o projeto pode ajudar na questão de mobilidade no Centro do Rio, mas é preciso que a questão da integração do VLT com os outros meios de transporte utilizados na cidade sejam devidamente articulados. "O Centro do Rio está sendo revitalizado nesse aspecto, mas a questão de se vai desafogar o trânsito ou não é secundária. A mobilidade urbana é muito mais complexa que isso. Se o projeto não for integrado a uma efetiva política de mobilidade social, não será eficiente", destaca.
Além disso, Orlando aponta a falta de planejamento da prefeitura em relação às obras que estão acontecendo na cidade. Segundo ele, os problemas do caos do trânsito da cidade poderiam ser evitados. "Deveria haver um planejamento. As obras não poderiam ser simultâneas, e sim planejadas ao longo do tempo. Seria necessário estabelecer questões mais importantes como quais obras são prioritárias e quem se beneficia desses investimentos. Além disso, seria preciso pensar se essas obras, essas alterações no Centro, vão ser eficientes para a população no geral", conclui.

Comentário: Por conta dos eventos esportivos - Olimpíada Militar, Copa das Confederações de Futebol, Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, entre outros, o Rio de Janeiro teve tempo suficiente e deveria ter feito um senhor planejamento para o setor de transportes que visasse resolver a questão da "imobilidade". Não faltaram investimentos ou num português claro, não faltou dinheiro! Porém o que estamos assistindo são os BRTs (ônibus à diesel com baixa capacidade) ocupando os trajetos que deveriam ser de metrô (sistema de alta capacidade); a Linha 4 sendo construída equivocadamente onde ninguém queria, o ex, e o atual governador; as barcas e os trens metropolitanos que apesar dos investimentos continuam deixando a desejar e, o povo chegando cansado ao trabalho e na escola e, esgotado em casa. E ainda vai piorar?  

Linha 2 do Metrô RJ


Novo sistema de sinalização da SuperVia está em fase final de testes.

 24/01/2013 

"O maior controle será capaz de evitar acidentes aumentando a prevenção".

Já está em fase final de testes, nos trens da SuperVia, o novo sistema de sinalização adquirido pela concessionária com a Bombardier, a empresa líder mundial em sinalização metro ferroviária. Para adquirir o Automatic Train Protection (ATP), foi feito um investimento de R$ 150 milhões por parte da concessionária, que oferecerá a possibilidade de redução do intervalo entre os trens em até 50% nos horários de maior movimento da manhã e da noite e maior segurança à circulação.

“O ATP regula a velocidade do trem e reforça a segurança da circulação, calculando a distância necessária para que as paradas sejam feitas de forma adequada e respeitando os sinais da via férrea. A sinalização atual é segura, mas pretendemos revitalizar o sistema ferroviário do Rio de Janeiro com esse avanço na sinalização, somado à entrada em operação dos 20 trens encomendados pela SuperVia junto à Alstom e as demais 60 composições licitadas pelo Governo, previstas para 2014. Desta forma, conseguiremos dobrar a capacidade de trens ofertados por ramal e diminuiremos gradativamente o tempo de espera nas plataformas, até chegar à metade do intervalo praticado atualmente”, explica João Gouveia, diretor de Operações da SuperVia.


O equipamento, instalado nos trens, garante a codificação de informações de placas de sinalização instaladas na via férrea, envia avisos aos maquinistas, possibilitando melhor integração com o novo Centro de Controle Operacional da SuperVia e maior flexibilidade para a circulação de trens. O ATP permitirá que o ramal Deodoro opere com intervalos de três minutos nos horários de maior movimento, o menor intervalo entre todos os cinco ramais. Para os demais ramais, os horários também poderão diminuir pela metade. A instalação do ATP na via será concluída no ramal Deodoro em março. Até o final do ano, todos os ramais estarão aptos para operar com a nova tecnologia.
 
 
Comentário: O texto acima de 24 de janeiro de 2013 valoriza o fato da SUPERVIA adotar um sistema de sinalização "capaz de evitar acidentes aumentando a prevenção" o que é louvável, diria até obrigatório. Porém, o que dizer do Metrô do Rio de Janeiro que utiliza o mesmo sistema ATP -  Automatic Train Protection e, inexplicavelmente coloca avisos nas cabeceiras das plataformas, solicitando que esse sistema de segurança seja excluído em determinados trechos na Linha 2, conforme podemos ver nas fotos de Atílio Flegner, do movimento Metrô Linha 4 que o Rio Precisa? O que leva os responsáveis pela operação do metrô a fazer isso? Provavelmente o sistema ATP deva estar apresentando defeitos, que poderiam até justificar as inúmeras frenagens de emergência na Linha 2, mas pelo fato da Linha 1 possuir pilotagem automática e a Linha 2 não, a Metrô Rio estaria tentando regular os intervalos entre trens a custa da insegurança dos usuários?  Prefiro crer que não, porém convém observarmos.
 

Foto de METRÔ QUE O RIO PRECISA.

Foto de METRÔ QUE O RIO PRECISA.
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

NOTÍCIAS: População sem transporte no Rio.


Treze mil pessoas ficam sem transportes no Rio
 
 
Ontem a empresa de ônibus Transportes Santa Maria LTDA, das famílias Pereira e Valente, diminuiu a frota da Linha 736 (Cascadura-RIOCENTRO) para obrigar os passageiros a pegarem o BRT (do qual a empresa também participa).
Mesmo causando um transtorno a milhares de cariocas, a Prefeitura multou a empresa em apenas R$1.300,00!

Comentário: A população carioca que depende de transporte público há muitas décadas sofre com o desrespeito promovido pelas autoridades municipais e estaduais que comungam da mesma cartilha dos empresários de ônibus, uma espécie de "ação entre amigos"! De uma maneira geral os profissionais são despreparados, andam feito loucos no trânsito, bloqueiam as faixas de pedestres, avançam sinais além de "não gostarem" de parar nos pontos onde estão os estudantes e idosos.   
Recentemente a "CPI dos ônibus" não foi adiante pois foi blindada por parlamentares que historicamente se posicionam a favor dos empresários do setor, e contra a população. Espero que ninguém se esqueça disso nas próximas eleições. 
 

NOTÍCIAS: Metrô em Fortaleza


Governo do Ceará consegue R$ 1 bi para metrô de Fortaleza
 
      
O Ministério da Fazenda autorizou que seja firmado contrato de financiamento de R$ 1 bilhão entre o Estado do Ceará para a implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O financiamento será concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Essa autorização foi publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (1/09).
O BNDES havia noticiado financiamento para esse projeto no começo de julho. A implantação da Linha Leste do metrô de Fortaleza, com extensão total de 12,4 quilômetros e 13 estações, faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A Linha Leste do metrô irá integrar o centro capital à região da Avenida Santos Dumont, onde se encontram os principais pólos comerciais, universitários e financeiros da cidade, além da região da Avenida Washington Soares, que apresenta o maior índice de crescimento da região.
O financiamento do BNDES vai apoiar investimentos necessários para implantação das obras civis do metrô, que corresponde a 12,4 quilômetros de sistema metroviário, sendo 11,1 quilômetros de trecho subterrâneo, 562 metros de trecho de transição e 800 metros de trecho em superfície, além de treze estações (doze subterrâneas e uma em superfície), dez poços de ventilação e sete saídas de emergência.

Comentários: A excelente notícia acima comprova que não são todos os prefeitos do país que agem equivocadamente como a prefeitura do Rio de Janeiro que optou pelo BRT (ônibus movido a diesel). Fortaleza têm aproximadamente 3,6 milhões de habitantes e está tratando de oferecer um sistema sobre trilhos - mais rápido, seguro e confortável, enquanto aqui no município do Rio com 6,5 milhões, os BRTs estão ocupando os traçados previstos por Linhas de metrô, beneficiando os empresários de ônibus. 
  

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

NOTÍCIAS: Ainda sobre o monotrilho em São Paulo


Monotrilho é inaugurado em SP e atrai curiosos
      
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Linha do monotrilho foi inaugurada nesse sábado.

O começo da chamada visita controlada do monotrilho que liga a estação Vila Prudente do metrô e a nova estação Oratório, ambas na zona leste de São Paulo, ocorreu sem maiores problemas neste sábado.
O funcionamento parcial - e gratuito, por ora - do monotrilho será nos sábados e nos domingos, das 10h às 15h, e deve ser expandido para toda a semana durante os próximos dois ou três meses, segundo o Metrô, que administra o projeto. Depois desse período, esse trecho deve ser posto em operação plena.
O secretário estadual de transporte metropolitano, Jurandir Fernandes, presente na primeira viagem do trem, elogiou a falta de surpresas. Apesar de ser uma tecnologia nova, as muitas horas-teste que fizemos permitiu que não tivéssemos qualquer surpresa, disse.
Sobre o atraso da entrega da obra, iniciada em 2010, Fernandes disse que foi por causa do licenciamento ambiental, que não permitiu a derrubada de cerca de 50 árvores na avenida Luiz Ignácio de Anhaia Melo, sobre a qual corre a obra, e forçou o Metrô a buscar mais desapropriações. São as árvores mais caras de São Paulo, afirmou.
Durante a inauguração do serviço, as catracas foram liberadas pontualmente às 10h. O primeiro trem viajou entre 10h06 e 10h09. Há intervalo de 18 minutos entre os trens durante esse período experimental.
A integração com a Linha 2-Verde do metrô ainda está em obras.
Houve falhas nas escadas rolantes em ambas estações, que pararam de supetão, mas os funcionários do metrô não souberam explicar o motivo. Técnicos da ThyssenKrupp, responsável pelo equipamento, investigavam as causas.
Os usuários gostaram do que viram. Costumo ir de carro até a estação V. Prudente, mas agora vou poder ir de monotrilho. Esperava isso há muito tempo, diz o comerciante Mohamed Hussein Majdou, 65, que tem uma loja de colchões ao lado da estação Oratório. Mas ainda não dá para vender o carro.
O ajudante-geral Juacaz Marciano da Boa Morte, 57, disse que ficou com medo ao viajar no primeiro vagão, que tem uma ampla janela frontal permite a visão do estreito trilho à frente da composição - sem maquinista. Mas a gente se acostuma, diz o morador de Itaquera.
O trecho até a estação São Mateus está previsto para o final do ano que vem. O traçado completo é entre a estação Ipiranga de trem e a Cidade Tiradentes, com 18 estações e 26,6 km.
O investimento total previsto é de R$ 6,4 bilhões.


Comentário: Enquanto São Paulo investe num sistema sobre trilhos que é o correto, aqui no Rio de Janeiro a prefeitura misteriosamente optou pelos BRTs - ônibus movidos à diesel e que não possuem capacidade para atender a demanda da população.
Enquanto São Paulo prevê um investimento total de R$ 6,4 bilhões com 18 estações e 26,6 km no monotrilho, aqui no Rio de Janeiro o governo Cabral / Pezão já gastou cerca de R$ 9 bilhões para "tentar" levar o metrô de Ipanema até a Barra da Tijuca (16 km de extensão e 5 novas estações). Atualmente o shield (conhecido como tatuzão) adquirido por R$ 100 milhões pelo governo do estado encontra-se parado por ordem da Defesa Civil desde o dia 11 de maio, após um acidente que provocou afundamento do calçamento da Rua Barão da Torre em Ipanema, zona sul da cidade.

NOTÍCIAS: Monotrilho em São Paulo


Projeto do monotrilho é vitrine de fabricante para novos contratos
     
O primeiro monotrilho do Brasil é a aposta da Bombardier, fabricante de origem canadense, para vender sua tecnologia para outros países.
Em feiras internacionais, os trenzinhos brancos têm sido o destaque da companhia, que vendeu o modelo para Riad, na Arábia Saudita. Lá, a linha terá apenas 3,6 km (seis estações) e capacidade para 3.000 passageiros/hora.
Com a promessa de transportar até 48 mil passageiros, o monotrilho da zona leste em São Paulo, foi projetado para ser o de maior capacidade do mundo.
Os maiores monotrilhos em operação atualmente têm capacidade para até 30 mil passageiros/hora – como  o de Chongquing, na China. A cidade, aliás, tem conseguido aumentar sua rede sobre trilhos a uma taxa de 40 km/ano graças aos monotrilhos.
A rapidez de construção em relação ao metrô é um dos triunfos. Por isso, fabricantes concentram esforços nos países em desenvolvimento, com urgência em expandir o transporte de massa.
A empresa também oferece um ativo eleitoral: o mesmo político que assina o contrato consegue inaugurar a obra, - uma linha pode ser implantada em até 3 anos.
Aproveitando o baixo interesse das concorrentes da tecnologia, a Bombardier decidiu fabricar os trens da zona leste em Hortolândia (a 109 km de SP), pensando nos demais países sul americanos. Na linha 15, ela integra o consórcio com as construtoras OAS e Queiroz Galvão.

Comentário: Com uma capacidade de até 48 mil passageiros por hora, esse monotrilho da Bombardier pode ocupar um espaço importante em diversas cidades brasileiras que atualmente utilizam de forma equivocada os ônibus. O custo/km construído e a manutenção do monotrilho não são baratos, mas em comparação com o metrô vale a pena apostar, além do pouco tempo gasto para a implantação do sistema já que por ser em via elevada é muito mais rápido que o metrô.
Apenas como exemplo, convém também citar o Aeromóvel que é um VLT - veículo leve sobre trilhos, uma invenção do gaúcho Oscar Coester, que possui um custo de implantação 1/3 mais em conta que o monotrilho, silencioso, ambientalmente correto pois é movido a ar, porém com uma capacidade/hora de até 26 mil passageiros.