Metrô São Paulo implantará até do fim ano sistema que reduz superlotação
11/09/2014 - Folha de S. Paulo
O sistema foi comprado em 2008 e a previsão era que estivesse em operação em 2010.
A melhora ocorre porque o sistema, chamado CBTC, possibilita redução de 20% no intervalo entre os trens. Segundo Luiz Antônio Carvalho Pacheco, presidente do Metrô, esse intervalo passará de 120 para cerca de 100 segundos.
Com o intervalo menor é possível aumentar a quantidade de trens em circulação e oferecer mais lugares para passageiros. Se hoje a capacidade de transporte é de 48 mil pessoas por hora/sentido, passaria para 57,6 mil.
Segundo Pacheco, nas Linhas 1 (azul) e 3 (vermelha), as mais superlotadas da rede, o sistema começará a ser implantado em 2015 e deverá estar em operação até 2016.
O sistema foi comprado da Alstom, empresa investigada por formar cartel e fraudar licitações, por R$ 706 milhões (valor não corrigido).
Mas desde os primeiros testes surgiram falhas, como composições que desapareciam da tela de controle.
Os testes são feitos em trechos da Linha 2 desde 2011. No ano passado, o sistema passou a funcionar nos 14,7 km do ramal aos domingos.
A Alstom foi multada pelo atraso e teve os pagamentos suspensos. A disputa foi parar em um comitê de arbitragem, em que a multinacional reclama que não vendeu o que o Metrô cobra e que novas exigências foram feitas.
De acordo com Pacheco, que está no Metrô desde junho de 2013 e não participou da contratação, a empresa francesa teve dificuldade para adaptar seu sistema, "um produto de prateleira", à realidade da rede paulistana.
"Na minha avaliação a Alstom nos vendeu um produto que não tinha para desenvolver. Tinha o produto, mas não tinha para o Metrô, uma empresa ímpar do ponto de vista de operação. É uma rede pequena e com altíssima densidade, o que exige uma forma de operar diferente", diz.
Segundo o presidente, a principal diferença aqui é que o sistema em que os trens circulam como em um carrossel recebe trens extras nos horários de maior demanda.
"Parece óbvio, mas quando você fala para colocar isso no sistema, eles entram em pânico. Quando eu coloco um trem, o carrossel tem que ser todo recalculado, redefinido."
A Alstom também reclamava do tempo curto para instalar equipamentos, já que o metrô pára por poucas horas, na madrugada. Um executivo chegou a comparar o trabalho a "trocar a turbina do avião em pleno voo".
Pacheco diz, porém, que agora crê que as dificuldades técnicas foram superadas.
"Acho que conseguimos acertar com eles o cronograma e estamos acompanhando o que é factível. Lógico que muito atrasado em relação a tudo, mas hoje, pelo andar da carruagem, a gente coloca a Linha 2 em CBTC até o final do ano", afirma.
Segundo a Alstom, seu CBTC já foi implementado em locais como Toronto, Milão, Amsterdã, Paris e Cingapura. O sistema também é usado na Linha 4 (amarela), que opera sem condutores, mas o fornecedor é a Siemens.
O governo também pretende adotar o sistema em Linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e nas novas Linhas do metrô.
Pacheco diz ainda que até o fim do mês espera assinar os contratos para as obras de expansão da Linha 2. O prolongamento terá 13 estações e 15,5 km (14,4 km da Vila Prudente até Guarulhos e mais 1,1 km à oeste da estação Vila Madalena).
Comentário: Enquanto o metrô paulista age para reduzir os intervalos entre trens dos atuais 120 para 100 segundos, adotando um sistema de segurança conhecido como CBTC que permite aumentar o número de composições e, portanto ampliando a demanda dos atuais 48 mil para 57,6 passageiros por hora/sentido com o objetivo de atender as necessidades da população, aqui no metrô carioca, cuja tarifa é a mais cara do país, a concessionária Metrô Rio há exatos 7 (sete) anos durante o governo Cabral / Pezão fez e continua fazendo de tudo para impedir que os cariocas tenham o direito de ir e vir em paz. Ações totalmente equivocadas como por exemplo a implantação da Linha 1A que uniu as Linhas 1 e 2 "congelaram" os intervalos em no mínimo 4 (quatro) minutos ou 240 segundos, o que convenhamos não pode ser considerado intervalo de metrô! Não satisfeitos com essa aberração, eliminaram uma área estratégica chamada de rabicho da Tijuca, um importante local de estacionamento para 12 (doze) trens de seis carros que deveriam entrar e sair da operação comercial conforme o horário (pico ou vale), o que reduziria o intervalo entre os trens podendo na Linha 1 chegar a 90 segundos! Vejam só 90 segundos! O metrô de São Paulo está investindo R$ 706 milhões para chegar aos 100 segundos! E por último, para não citar outros equívocos (eles são muitos), o metrô do Rio ao invés de concluir a Linha 2 pelo menos até a estação Carioca, onde há mais de 35 (trinta e cinco) anos existe um outro andar abaixo pronto, apenas esperando essa extensão que ajudaria muito a Linha 2, mesmo assim resolveu contra todos os técnicos especializados, associações de moradores e inúmeros parlamentares, que o correto seria levar o metrô até a Barra da Tijuca. Como não poderia deixar de ser, ignoraram o traçado original da Linha 4 licitado em 1998 e, partiram para construção da Linha 4 "genérica" a partir da estação General Osório em Ipanema para beneficiar a concessionária Metrô Rio. Atualmente, o shield, mais conhecido como tatuzão, que deveria trabalhar lá em baixo sem incomodar que estivesse em cima, encontra-se parado a 22 metros de profundidade na Rua Barão da Torre, 147 desde o dia 11 de maio ocasião em que as calçadas começaram a ceder!
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